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Meditação matinal 26/10/2010

26 de outubro Terça


Bordão sem poder


Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida. 2 Reis 4:31.

O filho da sunamita estava morto. Haveria esperança de trazê-lo de volta à vida? Eliseu fez então algo singular: deu a Geazi o seu bordão e mandou colocá-lo sobre o rosto do menino. Geazi apressou-se e procedeu conforme a instrução de Eliseu, mas não deu resultado. “Não houve nele voz nem sinal de vida.”

Este é, provavelmente, o único caso relatado na Bíblia em que um profeta tentou um milagre e este resultou em fracasso. Teria o bordão de Eliseu perdido sua virtude ao passar às mãos de um homem como Geazi? Ou Deus só operaria um milagre através do toque pessoal e da presença de Eliseu?

Há nas Escrituras alguns exemplos em que Deus achou por bem operar milagres através de coisas inanimados, como foi o caso de um homem que ressuscitou quando seu cadáver tocou os ossos de Eliseu (2Rs 13:21), quando saiu poder das vestes de Jesus ao ser tocado por uma mulher enferma (Mc 5:25-34) e, de modo ainda mais impressionante, ao “levarem aos enfermos lenços e aventais” do uso pessoal de Paulo, fazendo com que as enfermidades fossem curadas e os espírito malignos se retirassem (At 19:12). No entanto, tais exemplos são relativamente raros e se constituem exceções à regra.

O método do bordão, embora pareça às vezes necessário, em virtude da complexidade da vida moderna, é sempre inferior ao método pessoal. Podemos preencher um cheque e enviá-lo a uma família necessitada, mas tal atitude de ajuda teria maior significado se fôssemos lá pessoalmente.

Desde o início, a angustiada mulher sunamita não depôs fé alguma em tal método, pois declarou a Eliseu que não o deixaria por nada deste mundo. Então Eliseu a seguiu até Suném, e no caminho encontrou-se com Geazi, que voltava. Este comunicou ao profeta que o milagre, de fato, não havia ocorrido. O menino não havia despertado.

Então Eliseu subiu ao quarto e deitou-se sobre o menino. Este aqueceu-se, espirrou sete vezes, e foi devolvido com vida à mãe.
Todas as crianças serão devolvidas às mães no glorioso dia da volta de Cristo. “Os anjos ‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus” (Orientação da Criança, p. 566).

Vivamos na expectativa desse maravilhoso reencontro!

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