domingo, 26 de setembro de 2010

Meditação matinal 27/09/2010

27 de setembro Segunda


Serendipidade


O reino dos Céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. Mateus 13:44

Serendipidade é uma palavra nova em português. É originária do inglês serendipity, e foi criada pelo escritor inglês Horace Walpole, em 1754, a partir do conto persa infantil Os Três Príncipes de Serendip (atual Sri Lanka), que viviam fazendo descobertas inesperadas.

A palavra foi aportuguesada justamente por não haver uma tradução exata.

O que significa? É a capacidade de fazer descobertas felizes ou úteis por acaso. Geralmente ocorre quando alguém está procurando uma coisa e acha outra. A descoberta da América, por exemplo, teria sido um caso de serendipidade, pois Cristóvão Colombo procurava um caminho para a Índia, quando descobriu a América.

Outro caso famoso foi o de Alexander Fleming, que descobriu a penicilina acidentalmente, ao verificar que algumas culturas de bactérias morriam quando um tipo de bolor se desenvolvia nessas culturas. Estudando os constituintes desse bolor, veio a isolar o primeiro antibiótico.

Conta-se que Newton formulou a Lei da Gravitação Universal graças à queda ocasional de uma maçã, numa tarde em que tomava chá no jardim. Os sucrilhos, ou corn-flakes, surgiram porque os irmãos Kellog, em 1898, esqueceram o milho em um forno aceso durante todo um dia. A borracha vulcanizada foi inventada quando Charles Goodyear, em 1844, deixou cair um pedaço de borracha escolar dentro de uma frigideira quente. A ciência moderna está repleta de serendipidades.

A ciência da salvação também. Uma pessoa se converteu ao achar o livro O Grande Conflito no lixo. Outro aceitou a Jesus através de um folheto trazido pela enxurrada. Você deve conhecer outros casos.

Existe serendipidade na Bíblia? A palavra não, mas o conceito sim. Salomão já dizia que “tudo depende do tempo e do acaso” (Ec 9:11). Na parábola do tesouro escondido, o homem que estava cavando a terra não estava procurando um tesouro. O que ele achou foi inesperado e por acaso – um exemplo de serendipidade bíblica.

Mas o caso mais espantoso é o do peixe que tinha na boca uma moeda, a qual seria usada para pagar o imposto do Templo (Mt 17:27). Serendipidade ou milagre?

Seja como for, é importante frisar que quando confiamos em Deus, todas as coisas cooperam para o nosso bem (Rm 8:28).

Fiquem com Deus.

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