quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Meditação matinal 25/11/2010

25 de novembro Quinta


Gratidão pelas pulgas


Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 1 Tessalonicenses 5:18

Corrie ten Boom foi uma holandesa que ajudou a salvar a vida de muitos judeus escondendo-os dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Sua família, porém, foi denunciada por um informante holandês e presa no dia 28 de fevereiro de 1944. O pai de Corrie morreu dez dias após a prisão.

Ela e a irmã Betsie foram enviadas a Ravensbrück, o campo de extermínio de mulheres, na Alemanha. Elas conseguiram levar uma Bíblia escondida para o alojamento nº 28, que estava cheio de pulgas. Ficaram admiradas pelo fato de gozarem maior liberdade ali do que em outros alojamentos, e por isso realizavam cultos com outras prisioneiras sem serem incomodadas. Um dia, ao lerem o verso acima, Betsie disse: “Corrie, precisamos dar graças pelas pulgas também, pois esse texto não diz que devemos dar graças só nas situações agradáveis. As pulgas fazem parte deste lugar em que Deus nos colocou.”

Relutantemente a irmã deu graças por aqueles insetos incômodos, certa de que Betsie desta vez exagerara na dose. Mas um dia elas entenderam por que podiam ficar mais à vontade no alojamento nº 28: é que os guardas e as supervisoras não entravam ali por causa das pulgas! O que parecia ser uma maldição se tornara uma bênção para elas. Portanto, devemos dar graças até pelas aparentes desgraças.

A gratidão é uma das mais nobres virtudes que caracterizam a vida cristã. Entretanto, são poucos os que a cultivam. A maioria é capaz de, por anos a fio, lembrar-se de uma pequena ofensa. Mas se esquece de um favor muito facilmente.

O Dr. Samuel Leibowitz, famoso advogado criminalista nos Estados Unidos, salvou 78 homens da cadeira elétrica. Quantos desses homens voltaram para lhe agradecer ou, ao menos, se deram ao trabalho de enviar-lhe um cartão de Natal? Nenhum!

Certa vez, Jesus curou dez leprosos. Apenas um voltou para agradecer-Lhe. Cristo, então, Se voltou para ele e perguntou: “Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?” (Lc 17:17).

A gratidão requer grandeza de alma, e essa é uma virtude que poucos possuem. Temos muito a agradecer ao Pai celeste. Vamos cultivar essa virtude não só hoje, que é Dia de Ação de Graças, mas todos os dias.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Meditação matinal 24/11/2010

24 de novembro Quarta


Idolatrar a si mesmo


Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. 1 João 5:21

Parece não haver dúvida de que o apóstolo João escreveu sua primeira epístola da cidade de Éfeso, por volta do ano 90 d.C. Éfeso era famosa por seus ídolos. Ali estava o templo da deusa Diana, que era uma das maravilhas do mundo e cuja fabricação de imagens movimentava a economia local. Mas acima da idolatria popular, havia muitos que praticavam artes mágicas. Além disso, alí o gnosticismo e o dualismo desfrutavam de prestígio, e era ensinada a doutrina dos nicolaítas (Ap 2:6).

Cercados por semelhante ambiente, os “filhinhos” de João não podiam viver em Éfeso sem estar em constante contato com a idolatria em suas várias formas, bem como com doutrinas espúrias. Assim, a interpretação literal desses ídolos aos quais o apóstolo João se refere tem o seu lugar.

Mas, com certeza, a aplicação da advertência de João vai muito além disso, pois a essência da idolatria é dar a outro o amor, reverência e devoção que devem ser dedicados exclusivamente a Deus. Muitos fazem das riquezas o seu deus. E Paulo diz que a avareza é idolatria (Cl 3:5). Outros vivem para o prazer, ou idolatram o poder, a honra, a fama.

Não é muito difícil abster-se de adorar deuses mortos, mas é preciso cuidar para não adorar deuses vivos, como um parente, amigo, a esposa, o marido ou filho. E o pior de tudo é quando alguém faz de si mesmo um ídolo. Este é um pecado que desonra e insulta a Deus de modo especial, pois Deus diz: “A Minha glória, pois, não a darei a outrem” (Is 42:8).

Ao que tudo indica, esta era a principal preocupação do apóstolo João, ao pedir que nos guardássemos dos ídolos. A maioria dos intérpretes dessa primeira epístola de João acredita que ela foi escrita a uma igreja dividida em torno da natureza de Cristo e normas eclesiásticas. A disputa foi tão séria que alguns membros saíram da igreja (1Jo 2:19; 4:5).

“Aparentemente o apóstolo concluiu que os indivíduos que abandonaram sua congregação haviam se tornado seus próprios ídolos. O individualismo sem a comunidade se torna um ídolo!” (Niels-Erik Andreasen).

Podemos ser filhos de Deus quando colocamos o eu acima de tudo? Deus é nosso Pai e Ele deseja que vivamos em comunhão, nada fazendo “por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2:3).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Meditação matinal 19/11/2010

19 de novembro Sexta


Lobos no meio de ovelhas


Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Mateus 7:15, 16

Em todas as épocas houve falsos profetas. Já em seu tempo, Moisés advertia contra falsos profetas, estabelecendo a pena de morte para eles (Dt 13). Jeremias teve conflitos com essa classe, que anunciava paz em vez de guerra. Mas Deus disse a Jeremias: “Os profetas profetizam mentiras em Meu nome, nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei” (Jr 14:14).

Jesus disse que esses falsos profetas se apresentavam disfarçados em ovelhas. Ao vigiar o rebanho, o pastor vestia uma pele de carneiro, com a pele do lado de fora e a lã por dentro. É claro, porém, que um homem podia se apresentar com roupagem de pastor mas não ser pastor. Os antigos profetas usavam uma roupagem convencional. Elias usava um manto (1Rs 19:13, 19), e foi descrito certa vez, como um “homem vestido de pelos, com os lombos cingidos de um cinto de couro” (2Rs 1:8). Esse manto de pele de carneiro, portanto, era o uniforme pelo qual os profetas eram conhecidos. Entretanto, havia homens que usavam manto de profeta, mas não viviam a vida de profeta.

Nos tempos da igreja primitiva havia também charlatães que se faziam passar por profetas, a fim de obter prestígio e viver em ociosidade, às custas da generosidade dos irmãos. Por isso a igreja criou, entre os anos 100 e 150 d.C., seu primeiro livro de praxes, chamado Didaquê, que contém instruções sobre esses profetas itinerantes: “A um verdadeiro profeta deve ser concedida a mais alta honra; ele deve ser bem-vindo e sua palavra não deve ser desprezada, nem sua liberdade cerceada; mas ele deve permanecer um dia, e se necessário, dois; se ficar três dias, é um falso profeta. Ele nunca deve pedir nada, a não ser comida. Se pedir dinheiro, é um falso profeta” (Didaquê, cap. 11, 12, citado em William Barclay, The Gospel of Matthew, v. 1, p. 287). Os italianos têm um provérbio parecido: “Hóspede é como peixe: após três dias começa a cheirar mal.”

Essas instruções parecem bastante válidas ainda hoje, para que a igreja não abrigue lobos com roupagem de ovelha em seu meio. Mas o julgamento definitivo para se distinguir os falsos profetas dos verdadeiros é o de Cristo: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:16).

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Meditação matinal 12-15/11/2010

12 de novembro Sexta


Profecias condicionais


No momento em que Eu falar acerca de uma nação ou reino para o arrancar, derribar e destruir, se a tal nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu Me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe. Jeremias 18:7, 8

Muitas profecias, concertos, promessas e ameaças encontradas na Palavra de Deus são condicionais, quer a condição esteja explícita ou não. O seu cumprimento está condicionado à reação do homem às ordens divinas.

Assim, promessas de bênçãos podem não se cumprir para uma nação ou indivíduo desobedientes. E profecias de punição não são executadas contra os que se arrependem. Esse princípio se acha claramente enunciado em Jeremias 18:7-10.

A profecia condicional mais conhecida é contra Nínive. Jonas, depois de fazer uma viagem submarina que não estava em seus planos, finalmente chegou a Nínive.

E não chegou lá com uma mensagem de arrependimento, mas de condenação: Mais 40 dias e Nínive será destruída. Ele não ofereceu oportunidade de salvação. Não fez nenhum apelo ao arrependimento, porque pensava não haver mais escape para os ninivitas. Ele não pensou que, se Deus estivesse decidido a destruir a cidade de qualquer maneira, fosse qual fosse a reação do povo, não precisava ter enviado um profeta lá só para dizer isso. Deus simplesmente mandaria descer fogo do céu, como fez com Sodoma e Gomorra, e pronto! Se Ele mandou o profeta anunciar a destruição é porque desejava dar uma última oportunidade de arrependimento.

E nós sabemos o resultado: a cidade inteira se arrependeu. Como consequência, também “Deus Se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez” (Jn 3:10).

Outro exemplo de profecia não cumprida é a de que o rei Ezequias morreria em breve, vítima de sua doença. Ele voltou o rosto contra a parede, chorou muito, orou e então Deus mudou o que havia predito. Mandou o profeta Isaías de volta, para dizer ao rei que Deus ouvira sua oração, vira suas lágrimas, e que ele seria curado e viveria mais quinze anos (2Rs 20:1-6).

Estes são apenas alguns exemplos. Muitas promessas divinas são como um contrato entre Deus e o homem. Se o homem não cumpre sua parte, Deus fica desobrigado de cumprir a Sua. Vamos fazer o que nos compete, para que Ele cumpra Sua parte nas promessas feitas a nós, como indivíduos ou como igreja.




13 de novembro Sábado


Qual o tamanho da sua fé?


Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã. Mateus 15:28

Uma mulher cananeia da região de Tiro e Sidom aproximou-se de Jesus pedindo-Lhe socorro, pois sua filha estava endemoninhada. De início, o Mestre, não lhe deu atenção, talvez para provar-lhe a fé. Os discípulos, movidos pelo preconceito religioso, pediram-Lhe que a mandasse embora. Mas essa mulher, embora fosse pagã, prostrou-se aos pés de Jesus e O adorou. E graças à sua insistência, humildade e fé, Ele atendeu-lhe o pedido, dizendo: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres.”

Em nenhum momento essa mulher reivindicou seus direitos. Ela admitiu que os judeus tinham prioridade para receber as bênçãos divinas.
Os gentios ficariam com as migalhas, se sobrasse alguma coisa. Como igreja temos algo a aprender de sua humildade. Com frequência nos assentamos à cabeceira da mesa esperando ser servidos primeiro.

Em apenas uma outra ocasião Jesus elogiou alguém por sua fé. Desta vez foi um centurião romano residente em Cafarnaum. Jesus disse: “Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (Mt 8:10). Não há registro de que Jesus jamais tenha elogiado algum dos Seus discípulos, como Pedro, Tiago e João, dizendo-lhes: “Grande é a tua fé” (Mt 15:28). Muito pelo contrário: várias vezes Jesus Se referiu a eles como “homens de pequena fé” (Mt 8:26). Não é vergonhoso para os discípulos de Jesus terem menos fé do que os pagãos? Será que isto poderia acontecer hoje com os professos cristãos?

Jesus sempre valorizou as demonstrações de fé, independentemente de quem a manifestasse, fosse uma mulher pagã, um centurião romano ou algum dos escribas ou fariseus, pois para Ele a fé era mais importante do que a etnia da pessoa, sua posição social ou convicções religiosas.

Certamente que todos nós gostaríamos de ter estado no lugar daquela mulher cananeia. Afinal, quem não gostaria de ouvir dos lábios de Jesus: “Grande é a tua fé!?”

“Com fé, atirou-se a mulher fenícia contra as barreiras que se tinham elevado entre judeus e gentios. Apesar de não ser animada, a despeito das aparências que a poderiam ter levado a duvidar, confiou no amor do Salvador. É assim que Cristo deseja que nEle confiemos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 403).




14 de novembro Domingo


O mito da grama mais verde


Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo. Êxodo 20:17

Cobiça não é admiração inofensiva daquilo que o vizinho possui. É o desejo veemente de possuir o que é dele, a ponto de incorrer em adultério, furto ou homicídio, dependendo do objeto cobiçado.

O rei Acabe, por exemplo, cobiçou a vinha de Nabote a ponto de permitir que Jezabel, sua mulher, planejasse a morte desse homem a fim de se apossar de sua propriedade (1Rs 21:1-16). Vejam o que diz Tiago: “Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1:14, 15). Daí por que o décimo mandamento é diferente dos outros nove, porque enquanto eles se concentram no comportamento (Não terás, não farás, não tomarás, não furtarás, etc), este mandamento se dirige à raiz de todos os nossos problemas: os motivos.

A verdade é que somos responsáveis diante de Deus não só pelos nossos atos, mas também pelos pensamentos. Os pensamentos impróprios promovem desejos impróprios, que por sua vez geram ações incorretas: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15:19).

“Este mandamento revela a profunda verdade de que não somos escravos desamparados de nossos desejos naturais e paixões. Dentro de nós existe uma força de vontade que, sob o controle de Cristo, pode submergir todo desejo ilícito e paixão (Fp 2:13)” (SDA Bible Commentary, v. 1, p. 607, 608).

Quando cobiçamos algo, nos tornamos infelizes, porque passamos a comparar o que os outros têm com o que temos ou deixamos de ter: “Ah, se eu tivesse uma casa igual à dele!” “Ah, se minha mulher fosse assim tão carinhosa!” “Ah, se meu filho fosse tão estudioso quanto o seu!”

Qual o remédio para a cobiça? É o contentamento. “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes” (Hb 13:5). Se Jesus habita em nosso coração será mais fácil nos contentar com o que temos, pois o que realmente importa é ter a eternidade no coração.

Logo os bens terrenos passarão. Então veremos que o Céu é o único lugar onde a grama é, de fato, mais verde.




15 de novembro Segunda


Quando a vida nos puxa o tapete


Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer [...] Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si. Isaías 53:3, 4

O famoso cantor espanhol Julio Iglesias era um destacado goleiro do Real Madrid, e seu sonho era ser futebolista profissional. Mas aos 20 anos de idade, ao dirigir seu carro, sofreu um trágico acidente que o deixou semi-paralisado durante um ano e meio.

No hospital, Julio ouvia rádio e escrevia poemas e versos românticos. Uma jovem enfermeira que o tratava, ofereceu-lhe uma guitarra para ajudá-lo a passar o tempo. Ele começou a cantar por distração, para esquecer o tempo em que foi atleta. Aos poucos, foi melhorando na arte de tocar guitarra e compor músicas para seus poemas. Conseguiu recuperar-se do acidente e então começou sua carreira como cantor, tornando-se um sucesso internacional.

O que mudou sua vida foi um acidente de carro. Ele estava acabado para o futebol, mas não para a vida, pois foi exatamente essa tragédia que lhe permitiu mudar de rumo e obter um êxito ainda maior. Às vezes, portanto, o que parece ser um desastre, pode se transformar em bênção. Depende muito de nossa atitude. Se nos entregarmos ao desânimo e acharmos que está tudo acabado, isto acontecerá. Mas, se da fraqueza tirarmos forças, o sucesso baterá à nossa porta.

A Bíblia dedica muito espaço às dores, sofrimentos e frustrações de seus heróis. Moisés, depois de conduzir o povo de Israel pelo deserto durante 40 anos, apenas contemplou a Terra Prometida, mas não entrou nela. Ana chorava e não comia, porque não conseguia ter filhos e sua rival a provocava. Elias, temeroso por sua vida, fugiu para o deserto, sozinho e infeliz. A viúva de Naim certamente estava desesperada com a morte de seu único filho. O endemoninhado geraseno se feria com pedras. Uma mulher padeceu de hemorragia durante doze anos. O paralítico de Betesda estava enfermo havia 38 anos, e, logicamente, o sofrimento e o sacrifício de Cristo sobre a cruz. A lista de sofredores é enorme.

A vida pode nos puxar o tapete, através de uma doença, acidente, separação conjugal ou falência. O sofrimento é inevitável. E, às vezes, é até benéfico para nos despertar espiritualmente. Nessas horas difíceis, apeguemo-nos a Jesus, na certeza de que Ele levou nossas dores sobre Si. Ele sabe o que é o sofrimento, e pode nos socorrer.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Meditação matinal 11/11/2010

11 de novembro Quinta


O grande erro dos judeus


Dessarte, não pode haver nem judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Gálatas 3:28

Com a rejeição de Cristo, os judeus selaram seu destino como nação escolhida.

Na destruição de Jerusalém mais de um milhão deles pereceram. “Os sobreviventes foram levados como escravos, como tais vendidos, arrastados a Roma para abrilhantar a vitória do vencedor, lançados às feras nos anfiteatros, ou dispersos por toda a Terra, vagueando sem lar.

“Os judeus haviam forjado seus próprios grilhões; eles mesmos encheram a taça da vingança. Na destruição completa que lhes sobreveio como nação, e em todas as desgraças que os acompanharam depois de dispersos, não estavam senão recolhendo a colheita que suas próprias mãos semearam” (O Grande Conflito, p. 35).

Tragédia similar à do ano 70 d.C., só que em escala maior, foi a que ocorreu nos campos de concentração nazistas, onde morreram cerca de seis milhões de judeus. Tudo isto poderia ter sido evitado se Israel tivesse aceitado o glorioso plano divino e se tornado um instrumento de salvação para o mundo. O grande erro dos judeus foi pensar que a salvação era só para eles. O apóstolo Paulo deixa isso bem claro em Gálatas 3:28, 29.

O atual Estado de Israel, que se estabeleceu na Palestina em 1948, não está cumprindo o propósito divino de ser luz para as nações. Nada tem a ver com a evangelização do mundo. Não mais desempenha qualquer papel no cumprimento das profecias bíblicas no tocante ao plano de Deus para salvar os perdidos.

Entretanto, “apesar do fracasso de Israel em cumprir os termos de sua missão como nação escolhida, Deus em Sua sabedoria decidiu manter Suas promessas ao preservá-los como um povo separado. Ele não destruiria totalmente Israel, apesar de tudo que eles pudessem fazer (Lv 26:44, 45). Embora povos como os babilônios, amonitas, moabitas, assírios e hititas tivessem deixado de existir, os judeus continuam sendo um povo distinto e separado. Sua existência é um testemunho da veracidade de Deus” (Ernest W. Marter).

Mas antes de criticarmos com excessiva severidade o povo de Israel pela sua obstinação, lembremo-nos de que nós constituímos o Israel espiritual. A nós foi transferida a mesma responsabilidade.

Deus rejeitou Israel como nação. Mas os judeus como indivíduos têm a mesma oportunidade de salvação que qualquer outro povo. Em Cristo Jesus “não pode haver nem judeu nem grego” (nem qualquer outro povo). Somos todos um.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Meditação matinal 10/11/2010

10 de novembro Quarta


O plano de Deus para Israel


Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, então, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; [...] vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. Êxodo 19:5, 6

Após o dilúvio muitas nações se desenvolveram nas terras agora conhecidas como Oriente Médio. Deus estava dirigindo os eventos em direção ao cumprimento de Seu grande plano para a humanidade. Ele tinha um mundo a salvar e uma mensagem a ser proclamada.

Para cumprir essa missão salvadora, Deus escolheria uma nação, que se tornaria um instrumento de salvação para o mundo. Ela deveria ser “um reino de sacerdotes, uma nação santa”. E pai dessa nação seria Abraão. Deus o escolheu porque viu nele um caráter íntegro, sinceridade de propósitos e fidelidade irrestrita.

Disse então o Senhor a Abraão: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gn 12:1). Ao dar-lhe esta ordem Deus queria provar-lhe a fé e ao mesmo tempo isolá-lo da influência pagã de seus concidadãos, a fim de instruí-lo e prepará-lo para a gloriosa missão.

Fiel à ordem divina, lá se foi Abraão, através do deserto, marchando pela fé para uma terra desconhecida. O lugar para onde Deus o dirigia era o mais estratégico do mundo – a Palestina. Os estadistas do mundo inteiro reconhecem a extraordinária importância geográfica de Israel. Os líderes das nações lutam para obter a supremacia ali, sabendo que a potência que dominar aquela área possuirá um ponto favorável no jogo político mundial.

Sim, Deus plantaria Sua nação na encruzilhada de três continentes. Para que fim? Para se tornar uma potência militar? Longe disso. O plano de Deus é que Israel se tornasse uma potência espiritual, um centro de difusão do conhecimento do verdadeiro Deus. Assim, tanto as promessas territoriais como as promessas feitas a Israel como um povo, não eram um fim em si mesmas, mas parte do plano de Deus para salvar a humanidade. Como Israel não cumpriu sua parte do contrato, Deus ficou desobrigado de cumprir a Sua, e tomou de volta Sua herança (Jr 17:1-4; 15:13, 14).

Hoje, os seguidores de Cristo olham, como Abraão, além da Palestina, para a cidade celestial, construída numa pátria superior (Hb 11:10, 16).

sábado, 6 de novembro de 2010

Meditação matinal 06/11/2010

6 de novembro Sábado


Libertando os prisioneiros


O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos. Lucas 4:18

As imagens dos campos de concentração nazistas da Segunda Guerra Mundial retratam a que ponto a opressão e a maldade humana podem chegar. Elie Wiesel era um adolescente nessa época e testemunhou a morte de muitos familiares seus. Ele se lembra quando ele e os demais prisioneiros foram libertados de Auschwitz pelos aliados. Naquele dia soldados fortes e bem armados derrubaram as cercas de arame farpado do campo de concentração, e encontraram os sobreviventes esqueléticos do Holocausto.

Wiesel recorda que um soldado negro, alto e forte, ao ver o horror do sofrimento humano, se sentiu dominado pela tristeza. Ele caiu de joelhos soluçando de pesar. Os prisioneiros, agora livres, foram até o soldado, colocaram os braços em torno dele e o confortaram.

Quando Jesus iniciou Seu ministério, em Nazaré, Ele entrou num sábado, na sinagoga, olhou para os ouvintes, e contemplou as vítimas do mal. Então Se levantou e leu as palavras de Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”

Então sentou-Se, o que nos dá a impressão de que havia terminado. Mas, na verdade, Ele estava para começar, pois o pregador falava sentado. Todos os olhares se voltaram para Ele. O que diria Jesus sobre essa grande profecia?

Para aqueles ouvintes, imersos na pobreza, ignorância e descontentamento, a única esperança de liberdade e prosperidade estava na vinda do Messias. Esta era a interpretação que os doutores da lei em Israel davam a essa profecia. E esta foi também a interpretação que Jesus lhe deu. Mas com uma diferença: Ele a aplicou a Si mesmo. Ele era o prometido Libertador. Isso significava também que eles eram os pobres, cativos, cegos e oprimidos. E não eram melhores do que os gentios.

Acostumados a ouvir coisas aprazíveis e profecias ilusórias (Is 30:10), eles ficaram furiosos e expulsaram Jesus da cidade com a intenção de matá-Lo. O povo de Nazaré não quis receber o grande Aliado que viera para libertá-los. Eles preferiram continuar pobres, cativos, cegos e oprimidos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Meditação matinal 02/11/2010

1º novembro Segunda


O pôr do sol não é o fim


Nunca mais se porá o teu sol, nem a tua lua minguará, porque o Senhor será a tua luz perpétua, e os dias do teu luto findarão. Isaías 60:20

“Apagou-se o Sol”, declarou um jornal, ao noticiar a morte de Rui Barbosa. Apagara-se o gênio fulgurante que, com tanto brilho, havia iluminado aquela geração.

Em certo sentido, o Sol continua apagando-se diariamente para muitas pessoas ao redor do mundo. Cada vez que morre um ente querido, tenha ele sido brilhante ou não, o Sol se põe nos horizontes da família enlutada. Seu desaparecimento deixa-lhes na alma um vazio tão grande quanto o amor que lhe devotavam.

Foi o que sentiu dona Sara, mãe de Danilo. O rapaz, seu único filho, perecera afogado, aos dezessete anos de idade, numa trágica tarde de Natal. Dona Sara, despreparada para tal separação prematura, recusou-se a aceitar a realidade. De nada adiantaram as palavras de simpatia e solidariedade dos amigos. Não havia quem a consolasse.

Após o sepultamento, a pobre mãe passou a viver imaginariamente em companhia do filho querido. Todas as manhãs, bem cedo, ia ao quarto do jovem, debruçava-se sobre a cama em que o filho costumava dormir e exclamava com o mesmo amor maternal de sempre:

– Danilinho, está na hora de levantar. Vamos, senão você vai chegar tarde à escola.

Esperava, então, alguns momentos – o tempo que o filho costumava gastar para dar um último bocejo, espreguiçar-se e levantar – e prosseguia:

– Que roupa você quer vestir hoje? Prefere o blusão de couro? Acho que combina com as calças de brim, não é?

O filho, porém, alheio ao que se passava no mundo dos vivos, não podia responder. Jazia no pó da terra, dormindo o sono da morte. Seus pensamentos haviam perecido com ele e já não tomava parte em coisa alguma do que se faz debaixo do Sol.

As Escrituras ensinam que a morte é um sono (Jo 11:11, 12, 14), e que os mortos nada sabem (Ec 9:5, 6). Há uma esperança, porém. A Palavra de Deus afirma que, um dia, todos os que estão nos sepulcros ouvirão a voz de Cristo, “e os que tiverem feito o bem, [sairão] para a ressurreição da vida” (Jo 5:28, 29).

O momento de garantir a vitória sobre a morte é agora, enquanto há vida. E essa vitória só pode ser alcançada mediante Cristo, o Doador da Vida: “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5:12).

Ninguém, pois, precisa mergulhar em trevas, ao contemplar a morte. Além das negras nuvens brilha o Sol. E além da escura morte está Jesus, o Sol da Justiça, que dentro em pouco chamará os que O amaram para Sua maravilhosa luz.




2 de novembro Terça


Um belo funeral


Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. João 11:25

Nunca vi alguém chegar de um funeral e exclamar: “Olha, esteve ótimo. Você não sabe o que perdeu!” Os funerais são sempre tristes, deprimentes. Especialmente quando o morto é uma criança ou jovem. As Escrituras Sagradas, entretanto, registram o caso de um funeral maravilhoso, que começou mal, mas terminou muito bem:

“Logo depois, Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e com Ele iam os Seus discípulos e uma grande multidão. Ao se aproximar da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva; e uma grande multidão da cidade estava com ela. Ao vê-la, o Senhor Se compadeceu dela e disse: ‘Não chore’. Depois, aproximou-Se e tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Jesus disse: ‘Jovem, eu lhe digo, levante-se!’ O jovem sentou-se e começou a conversar, e Jesus o entregou a sua mãe” (Lc 7:11-15, NVI).

O funeral começara mal, como sempre, isto é, com pranto e lamentação, especialmente por parte da mãe, viúva, que perdera seu único filho. E não há nada mais doloroso do que perder um filho, especialmente se é o único.

A viúva e mãe estava desesperada. Já era a segunda vez que passava por essa experiência. Anos antes sepultara o marido, e fora com grande sacrifício que criara o filho. Mas valera a pena, pois ele se tornara um excelente rapaz. Era sua única esperança de dias melhores. Mas agora ele se fora. Quem proveria o sustento da velha mãe?

Como preparativo para o sepultamento, enrolaram o jovem em um lençol de linho e o depositaram numa espécie de padiola de vime. À tardinha, saiu o cortejo. Haviam acabado de atravessar o portão da cidade, quando se encontraram com outra multidão, alegre, animada, por ter consigo a Jesus, o Doador da Vida. E assim a Morte se encontrou com a Vida, naquele entardecer.

Ao ver aquela mãe alquebrada pelo sofrimento, Jesus Se compadeceu dela e lhe disse: “Não chore.” Palavras estranhas para serem ditas em tal ocasião. Mas Jesus disse isto porque sabia o que ia fazer. Ao tocar Ele o esquife, o cortejo parou. O ambiente ficou tenso. Então, em meio ao silêncio, ouviu-se a poderosa voz de Cristo: “Jovem, Eu lhe digo, levante-se!”

A multidão ficou arrepiada de espanto. O morto piscou os olhos e se levantou. Mãe e filho se abraçaram. As lágrimas de aflição se converteram em lágrimas de alegria e gratidão.

Não foi este um belo funeral? Começou com choro e tristeza, mas terminou com alegria e riso. E assim será quando Jesus voltar: os que dormiram em Cristo se erguerão da sepultura para abraçar os entes queridos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eleições III - A sacanagem final

Ontem teve o segundo turno da eleição presidencial, e a candidata Dilma do PT foi eleita presidente (a) e será a primeira mulher a comandar o Brasil.
Na sessão que trabalhei, ela ganhou por 125x65 do Serra e na escola deve ter sido mais ou menos por aí também.
Eu anulei novamente. Não acho que você seja obrigado a escolher entre o menos pior. Nós temos o direito de mostrar que não queremos nenhum dos dois, mesmo que isso não tenha nenhuma valia prática.
As eleições desse ano, em meu ponto de vista, foram mais limpas, falando de papéis jogados na rua. Espero que façam mais leis, para que obriguem os mandatários da sujeira que a limpem, pessoalmente.

Curiosidade: pode-se usar tanto o termo A presidente como a presidentA. Ambos estão corretos. Vai do gosto do freguês.

sábado, 30 de outubro de 2010

Meditação matinal 30/10/2010

30 de outubro Sábado


Jesus tinha de ser crucificado?


Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a Seus discípulos que Lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. Mateus 16:21

Martin Luther King, na noite que antecedeu seu assassinato em Mênfis, EUA, disse o seguinte: “Não sei o que vai acontecer agora. Teremos dias difíceis pela frente. Mas isso não me importa, pois já estive no topo do monte. Como qualquer pessoa, gostaria de ter vida longa. A longevidade tem o seu lugar. Mas não estou preocupado com isso agora. Quero apenas fazer a vontade de Deus. E Ele me permitiu subir ao monte. E de lá eu olhei, e vi a Terra Prometida. Pode ser que eu não chegue lá junto com vocês. Mas quero que saibam, nesta noite, que, como povo, estaremos na Terra Prometida. E hoje de noite estou feliz. Nada me preocupa. Não tenho medo do que me possa fazer o homem. Meus olhos viram a glória da vinda do Senhor.”

Algumas pessoas estão convencidas de que Martin Luther sabia que ia ser morto. Em virtude da agitação que ele criara e a revolta geral que estava ocorrendo, não seria preciso muita imaginação para prever que ele seria baleado.

A mesma questão tem sido debatida com respeito à morte de Cristo. Alguns pensam que Ele morreu como vítima dos eventos e pressões que se avolumaram contra Ele. Ou seja: vítima das circunstâncias. Mas quando João Batista disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), ficou claro que Sua morte era certa desde o início. Numa cultura que sacrificava cordeiros duas vezes ao dia no Templo, essas palavras eram indicativas de morte. Em outras palavras, João Batista estava dizendo: “Ei, olhem para este Homem. Ele vai ser sacrificado!”

Jesus é o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. E Sua morte deveria ser sangrenta, pois “sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hb 9:22). Mas seria necessária uma morte cruel como a crucifixão? Um acidente sangrento não teria sido suficiente para operar nossa salvação?

O Prof. Raoul Dederen opina a esse respeito: “Um acidente sangrento, como o ter sido atropelado por uma carruagem romana, não teria executado o plano. Ele deveria morrer inocentemente nas mãos dos homens. E não simplesmente por uma pessoa, por um líder fanático. Deveria ser morto por um grupo de pessoas representando os vários níveis da sociedade, que juntos decidiram ver-se livres de Deus.”

Jesus veio ao mundo para morrer – por mim e por você.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Meditação matinal 29/10/2010

29 de outubro Sexta


Cortando o mal pela raiz


Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. Mateus 5:29

O nervo ótico é uma das avenidas através das quais o pecado penetra na mente humana. Cristo disse que o adultério, por exemplo, começa com um olhar impuro (Mt 5:28). Então a solução proposta seria arrancar o olho direito, que, no conceito popular antigo, enxergava melhor.

Mas, será que o problema ficaria resolvido? E o olho esquerdo não pode fazer alguém tropeçar? Obviamente, esse conselho de Cristo não deve ser interpretado literalmente, pois nesse caso teríamos um mundo de caolhos. No versículo seguinte Cristo dá o mesmo conselho caso a mão direita fizer você tropeçar: Corte-a fora! Assim, além de caolhos, você teria também uma multidão de manetas. E se você continuar cortando tudo o que o faz pecar, o que sobraria?

Orígenes, um dos maiores eruditos da igreja, no século III, combinou esses textos com a declaração de Cristo de que há alguns homens “que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus” (Mt 19:12), e se castrou. Isso mostra que a interpretação literal de um simbolismo pode afetar a a vida física.

“Cristo usa aqui uma figura de linguagem. Ele não requer a mutilação do corpo [que é o templo do Espírito Santo], mas o controle dos pensamentos. O recusar-se a contemplar o mal é tão eficaz como o fazer-se cego, e tem a vantagem adicional de reter a visão e utilizá-la para aquilo que é bom. Uma raposa às vezes rói a própria pata, presa numa armadilha, a fim de escapar. De igual modo um lagarto sacrifica sua cauda, ou uma lagosta suas tesouras.

“Cristo aconselha simbolicamente arrancar o olho ou amputar a mão para salientar que se deve tomar uma decisão resoluta para resguardar-se do mal. O cristão faria bem em seguir o exemplo de Jó, o qual disse: ‘Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?’” (Jó 31:1) (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 337).

Como podemos evitar maus pensamentos? Veja o conselho inspirado: “Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás, devem guardar bem as vias de acesso à alma; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros” (Atos dos Apóstolos, p. 518).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Meditação matinal 28/10/2010

28 de outubro Quinta


Vida após o divórcio


É Ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 2 Coríntios 1:4

O divórcio se tornou uma epidemia que não poupa ninguém, nem mesmo os pastores. O pastor André (pseudônimo), que durante 20 anos de trabalho ajudou as famílias de suas igrejas a desfrutarem bem-estar conjugal e familiar, e testemunhou a devastação causada pela separação, jamais imaginou que um dia seu lar também seria atingido.

Ele se achava imune a essa praga: “O divórcio pode destroçar outros lares, não o meu. Eu e minha esposa nos damos muito bem.” Mas ele aprendeu por experiência própria que nenhum casamento está completamente fora de perigo. Certo dia, a esposa lhe abalou a confiança, dizendo: “Quero me separar de você!”

Resultado: lágrimas, sofrimento e insônia. Ele conta: “No primeiro ano após o divórcio eu passava horas caminhando sozinho à noite, tentando acalmar as emoções que se agitavam dentro de mim. Às vezes eu caminhava até ficar exausto. Quando finalmente me acalmava, eu podia ouvir a voz suave de Deus, trazendo-me segurança e paz. Deus nunca me abandonou. Ele nunca me acusou dizendo: “Você estragou tudo, André. Foi falha sua!” Não, em vez disso ouvi a mensagem de Seu amor perdoador que tantos outros quebrantados servos de Deus ouviram antes de mim: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hb 13:5).

Quanto tempo leva a recuperação? De três a cinco anos, segundo muitos especialistas. E é importante, nesse período crucial, encontrar o apoio de amigos, bem como procurar aconselhamento, juntar-se a um grupo de apoio a divorciados, se possível, e fazer uso construtivo de sua experiência, ministrando a outras pessoas que também estão na mesma situação.

Diz o apóstolo Paulo: “É Ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus” (2Co 1:4). Ou seja: a melhor maneira de suportar o sofrimento é utilizá-lo como um instrumento para comunicar o amor de Deus aos outros.

Quando isto é feito, algo assombroso acontece: tanto o doador como o receptor experimentam alívio e cura. E o pastor André conclui seu testemunho, dizendo: “ Não tenho a menor ideia de como isto acontece. Mas sei que é uma realidade, porque aconteceu comigo.”

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Meditação matinal 27/10/2010

27 de outubro Quarta


O Espírito Santo, esse desconhecido


Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo. Atos 19:2

Em sua terceira viagem missionária, Paulo passou por Éfeso, onde achou alguns cristãos que nunca tinham ouvido falar do Espírito Santo. Alguns comentaristas pensam que esses crentes eram discípulos de João Batista, que haviam se mudado para Éfeso.

Outros preferem acreditar que eram conversos de Apolo, que conheciam o Espírito Santo apenas como um nome, mas ignoravam totalmente a Sua natureza. Seja como for, “eles haviam sido batizados como prova de seu arrependimento, e sem dúvida estavam vivendo corretamente, mas não haviam experimentado a justiça, a paz, e a alegria no Espírito Santo (Rm 14:17), que lhes pertenciam” (SDA Bible Commentary, v. 6, p. 372).

Hoje, dificilmente encontramos algum cristão que não tenha ouvido falar do Espírito Santo, mas muitos têm ideias distorcidas, pensando ser Ele “uma força” ou “influência” e não uma Pessoa. Entretanto, as Escrituras Sagradas oferecem algumas evidências da personalidade do Espírito, como nos seguintes textos:

Atos 5:3: Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo. Só se pode mentir a um ser inteligente, que pode ser enganado e moralmente iludido. E o versículo seguinte deixa claro que o Espírito Santo é Deus.

Atos 13:2: “Disse o Espírito Santo: Separai-Me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Não costumamos citar palavras de seres impessoais, porque estes não falam. Aqui é o Espírito Santo que chama, o que indica uma Pessoa detentora de personalidade.

Enumeramos, a seguir, vinte características e qualidades pessoais do Espírito Santo: tem mente e vontade (Rm 8:27); é tratado pelo pronome pessoal Ele (Jo 16:14, Ef 1:14); é citado entre outras pessoas: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” (At 15:28); tem conhecimento (1Co 2:11); ensina (Lc 12:12, Jo 14:26); convence (Jo 16:8, Gn 6:3); impede (At 16:6, 7); concede, permite (At 2:4); administra, distribui (1Co 12:11); fala (At 10:19, 13:2, Jo 16:13); toma decisões (1Co 12:11); guia (Jo 16:13, Gl 5:18); anuncia (Jo 16:14, 15); pode ser entristecido (Ef 4:30); intercede (Rm 8:26); chama (Ap 22:17); procura (1Co 2:10); agrada-Se (At 15:28); pode ser tentado pelo homem (At 5:9); pode ser difamado e blasfemado (Mt 12:31, 32) (Radiografia do Jeovismo, p. 84, 85).

Uma “força” ou “influência” não pode ter tais características pessoais

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Meditação matinal 26/10/2010

26 de outubro Terça


Bordão sem poder


Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida. 2 Reis 4:31.

O filho da sunamita estava morto. Haveria esperança de trazê-lo de volta à vida? Eliseu fez então algo singular: deu a Geazi o seu bordão e mandou colocá-lo sobre o rosto do menino. Geazi apressou-se e procedeu conforme a instrução de Eliseu, mas não deu resultado. “Não houve nele voz nem sinal de vida.”

Este é, provavelmente, o único caso relatado na Bíblia em que um profeta tentou um milagre e este resultou em fracasso. Teria o bordão de Eliseu perdido sua virtude ao passar às mãos de um homem como Geazi? Ou Deus só operaria um milagre através do toque pessoal e da presença de Eliseu?

Há nas Escrituras alguns exemplos em que Deus achou por bem operar milagres através de coisas inanimados, como foi o caso de um homem que ressuscitou quando seu cadáver tocou os ossos de Eliseu (2Rs 13:21), quando saiu poder das vestes de Jesus ao ser tocado por uma mulher enferma (Mc 5:25-34) e, de modo ainda mais impressionante, ao “levarem aos enfermos lenços e aventais” do uso pessoal de Paulo, fazendo com que as enfermidades fossem curadas e os espírito malignos se retirassem (At 19:12). No entanto, tais exemplos são relativamente raros e se constituem exceções à regra.

O método do bordão, embora pareça às vezes necessário, em virtude da complexidade da vida moderna, é sempre inferior ao método pessoal. Podemos preencher um cheque e enviá-lo a uma família necessitada, mas tal atitude de ajuda teria maior significado se fôssemos lá pessoalmente.

Desde o início, a angustiada mulher sunamita não depôs fé alguma em tal método, pois declarou a Eliseu que não o deixaria por nada deste mundo. Então Eliseu a seguiu até Suném, e no caminho encontrou-se com Geazi, que voltava. Este comunicou ao profeta que o milagre, de fato, não havia ocorrido. O menino não havia despertado.

Então Eliseu subiu ao quarto e deitou-se sobre o menino. Este aqueceu-se, espirrou sete vezes, e foi devolvido com vida à mãe.
Todas as crianças serão devolvidas às mães no glorioso dia da volta de Cristo. “Os anjos ‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus” (Orientação da Criança, p. 566).

Vivamos na expectativa desse maravilhoso reencontro!

domingo, 24 de outubro de 2010

Meditação matinal 25/10/2010

25 de outubro Segunda


Está tudo bem com você?


Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita; corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? 2 Reis 4:25, 26.

No tempo determinado a promessa de Eliseu se cumpriu e nasceu um bebê naquele lar em Suném. Sua chegada tardia o tornou ainda mais precioso aos pais.

O menino cresceu, e um dia, ao acompanhar seu pai, que estava com os segadores, ele foi vítima de insolação. “Ai, minha cabeça!”, gritou ele. O pai o tomou nos braços e, chamando um servo, fez o que é melhor nessas ocasiões: mandou-o para a sua mãe.

A mãe ficou com ele no colo até o meio-dia, e então o garoto morreu. A mãe teve a sensação de que a vida havia lhe passado uma rasteira. A dor foi tanta que ela quase desejou nunca ter tido um filho. Então ela se lembrou de Eliseu.

Tomando o menino, levou-o ao quarto do profeta e o depôs sobre a cama dele. Em seguida, como esposa submissa, comunicou ao marido o seu plano de viajar para encontrar-se com o profeta e voltar ainda no mesmo dia. Mas não lhe explicou o motivo da viagem.

Talvez ela receasse que, se dissesse ao marido que sua intenção era chamar o profeta a fim de que este ressuscitasse o menino, o marido não concordasse com a viagem, julgando-a inútil. Era uma questão de fé, e ela quis manter o segredo apenas entre ela e Deus.

Preparou a jumenta e saiu a fim de encontrar-se com Eliseu, que estava no monte Carmelo. De longe, ele a viu e a reconheceu. E disse a Geazi: “Aquela é sem dúvida a mulher sunamita. Será que ela está com algum problema? Corra ao seu encontro e pergunte-lhe se está tudo bem com ela, com o marido e com o menino.”

Quando Geazi a saudou e lhe fez tais perguntas, ela deu uma resposta curta: “Tudo bem.” Não estava nada bem, mas a aflição do seu coração ela só revelaria ao profeta. Ao chegar junto ao homem de Deus, ela apeou da jumenta, abaixou-se e abraçou-lhe os pés. Em poucas palavras a angustiada mulher contou a Eliseu o que havia acontecido. Fora através da intervenção dele, o profeta de Deus, que ela havia tido um filho. E agora, que o menino estava morto, não poderia ele trazê-lo de volta à vida?

Leia amanhã o desfecho desta história.

Meditação matinal 24/10/2010

24 de outubro Domingo

Presente para uma mulher rica


Que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército? 2 Reis 4:13.

Geazi era amigo e companheiro de um dos mais nobres e piedosos homens da Bíblia, “o homem de Deus”, como era chamado Eliseu.

A primeira referência que temos de Geazi se acha relacionada com Eliseu e a sunamita (2Rs 4:12). De todas as vezes que Eliseu passava por Suném, em suas missões de misericórdia ou juízo, ele parava na casa dessa mulher para comer pão. Ela e o marido sentiam que a presença desse profeta era uma bênção.

E um dia ela disse ao marido: “Vejo que este homem, que passa sempre por nós, é um santo homem de Deus. Vamos, pois, fazer uma ampliação em nossa casa e construir-lhe um pequeno quarto na parte de cima, onde ele possa passar a noite quando vier nos visitar.”

O marido prontamente concordou com a idéia, e o quartinho foi construído e mobiliado com uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro. Um homem piedoso não necessita de muito conforto neste mundo.

Um dia, quando Eliseu estava nesse quarto descansando, chamou Geazi e lhe disse: “Preciso fazer alguma coisa para demonstrar minha gratidão a este casal, por sua bondade para comigo. Geazi, chame a sunamita!”

Quando ela entrou no quarto, Eliseu lhe disse: “A senhora nos tem tratado com generosa hospitalidade. Gostaríamos de retribuir isto de alguma forma. Há alguma coisa que eu possa fazer pela senhora? Algum pedido ao rei ou ao comandante do exército?”

É como se alguém lhe dissesse: “Você não precisa de algum favor do presidente da República? Eu posso conseguir!”

Mas a mulher respondeu dizendo: “Habito no meio do meu povo. Tenho um lar confortável onde vivo com o meu marido. Não há nada que eu deseje do rei ou do comandante do exército.”

É difícil presentear quem tem de tudo. Eliseu ficou perplexo. Seria possível que essa mulher não precisasse de nada? Chamou Geazi e lhe disse: “Não sei o que fazer por ela!”

É nesse exato momento que Geazi demonstra ter mais perspicácia do que seu mestre. Ele sabia que havia uma coisa que essa mulher não possuía, e que, como toda mulher virtuosa, gostaria de ter mais do que qualquer outra coisa. E assim ele disse a Eliseu: “Ela não tem filhos, e seu marido já é velho.”

Eliseu agradeceu a Geazi por este conselho, e admirado por não ter pensado nisto antes, chamou novamente a sunamita ao seu quarto e anunciou-lhe: “Daqui a um ano, mais ou menos nesta época, terás um filho.”

A sunamita mal pôde acreditar que essa promessa se cumpriria.
(Continua.)

Fiquem com Deus!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Meditações do dia 22 e 23/10/2010

22 de outubro Sexta


Abrem-se os registros celestiais


Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias Se assentou; [...] assentou-se o tribunal, e se abriram os livros. Daniel 7:9, 10

Segundo as profecias bíblicas, o Juízo Investigativo começou no santuário celestial, no fim do período das 2.300 tardes e manhãs, ou seja, no dia 22 de outubro de 1844. Isso significa que o juízo está em pleno andamento agora.

O Juízo Investigativo, ou Juízo Pré-Advento, é a primeira fase do Juízo Final. A segunda fase é a de Revisão, também chamada de Juízo Milenial, porque, como o nome já diz, será efetuado durante o Milênio, pelos remidos, a fim de verificar por que alguns estão entre os salvos e outros entre os perdidos. “Em união com Cristo julgam os ímpios, comparando seus atos com o código – a Escritura Sagrada, e decidindo cada caso segundo as ações praticadas no corpo. Então é determinada a parte que os ímpios devem sofrer, segundo suas obras, e registrada em frente ao seu nome, no livro da morte” (O Grande Conflito, p. 661).

Certamente os remidos também terão acesso ao Livro da Vida, para verificar como certas pessoas estão entre os salvos.

A terceira fase, que é a do Juízo Executivo, se dará no fim do Milênio, quando os ímpios (inclusive Satanás e seus anjos) serão destruídos.

A cena do Juízo Investigativo é descrita em Daniel 7:9, 10: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias Se assentou; Sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o Seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dEle; milhares de milhares O serviam, e miríade de miríades estavam diante dEle; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.”

Esses versos apresentam uma cena de julgamento, com todos os elementos que o caracterizam. O “Ancião de Dias” é uma referência óbvia a Deus, o Pai, que haverá de presidir ao juízo. Os “milhares de milhares” que O serviam constituem uma referência aos anjos, que desempenham as funções de “ministros e testemunhas” (SDA Bible Commentary, v. 4, p. 828). Jesus, nessa fase, atua como nosso Advogado.

Assim como os julgamentos terrestres estão baseados nos autos de um processo, o julgamento divino também está baseado nos registros infalíveis dos livros celestiais. Todas as obras humanas, “até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12:14), estão fielmente registradas ali.

Portanto, pense no que você vai fazer hoje. Um dia isto se tornará público.




23 de outubro Sábado


A presciência divina dispensa o juízo?


O Senhor conhece os que Lhe pertencem. 2 Timóteo 2:19

Algumas pessoas têm tido dificuldade em harmonizar a presciência divina com a necessidade de um juízo investigativo, citando em seu favor o texto acima. Ora, dizem eles, se Deus sabe quem vai se salvar e quem vai se perder, para que juízo, Livro da Vida, Livro da Morte, Livro Memorial e tudo o mais? Não confiamos na justiça divina?

Alguns imaginam que o propósito de um juízo anterior ao advento é dar a Deus tempo para examinar os livros, a fim de decidir quem, dos que um dia se entregaram a Deus, irá ou não para o Céu. A verdade é que Ele poderia resolver essa questão numa fração de segundo. O real propósito do juízo investigativo não é simplesmente decidir quem, dos professos seguidores de Cristo, irá se salvar ou não. É revelar a justiça divina. Deus quer tratar a todos de modo tão transparente, e deseja apresentar as provas de maneira tão clara, que não paire dúvidas sobre Sua justiça.

Os que estiverem em Seu reino, mesmo que algum ente querido seu esteja ausente, não terão dúvidas quanto à justiça divina, mas entoarão as palavras do cântico de Moisés, e o cântico do Cordeiro, dizendo: “Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap 15:3).

Teremos muitas perguntas ao chegarmos ao Céu, já que serão muitas as surpresas. Mas nenhuma ficará sem resposta. Os livros contendo os atos de cada pessoa estarão abertos, para serem examinados. Não restará dúvida alguma.

Assim, Isaías ficará sabendo que o ímpio rei Manassés, quando cativo em Babilônia, se arrependeu de todo o mal que havia praticado, e após seu retorno a Jerusalém procurou desfazer seus maus atos, removendo a idolatria de seu reino. Esse profeta ficará sabendo que Manassés se arrependeu e mudou de vida!

Posso imaginar Isaías abraçando Manassés e lhe dizendo: “Que bom que você se converteu. Eu o perdoo por você ter-me assassinado!” E Manassés vai ficar muito emocionado com aquele encontro.

Estêvão terá atitude semelhante, ao saber que Saulo, o feroz perseguidor, se converteu no caminho de Damasco e se transformou em Paulo, o grande apóstolo aos gentios. Os dois também vão se abraçar e tudo será perdoado e esquecido.
O Juízo Investigativo começou há 166 anos. Mas ainda estamos no Ano Aceitável do Senhor, em tempo de graça. Tomemos agora a decisão ao lado de Cristo.

Um bom sábado, e fiquem com Deus!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Meditação matinal 21/10/2010

21 de outubro Quinta


Nosso primeiro dia no Céu


Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Apocalipse 20:4

Nosso primeiro dia no Céu será cheio de surpresas. Ao sermos apresentados uns aos outros, durante as bodas do Cordeiro, notaremos que não se acham presentes muitas pessoas que tínhamos certeza de encontrar lá, inclusive alguns pastores.

Por outro lado, será difícil esconder o espanto ao encontrar ali pessoas que, segundo nossa avaliação, jamais deveriam estar ali. Como explicar a ausência de alguns “santos” e a presença de certos “pecadores” no mar de vidro?

Uma dessas pessoas espantadas é o profeta Isaías. Ele acaba de descobrir que o rei Manassés, filho do rei Ezequias, está entre os salvos. Manassés, como sabemos, foi um rei ímpio, que erigiu altares para praticar a idolatria, mandou sacrificar um dos seus próprios filhos, perseguiu os que eram fiéis ao verdadeiro Deus, e segundo a tradição, mandou serrar ao meio o profeta Isaías.

Isaías só poderia estar espantado com a presença de Manassés entre os salvos. Como teria acontecido isso? Não teria havido algum engano?

Estêvão, o primeiro mártir, é outro que não esconde sua admiração. Não muito longe dali, assentado à mesa, está alguém que ele já vira antes. Com um pequeno esforço de memória ele se lembra de que, pouco antes de morrer, vira um jovem segurando as capas daqueles que o apedrejavam. Sim, é ele mesmo! É Saulo, o feroz perseguidor dos cristãos! “Como será que ele chegou aqui?”, pergunta-se Estêvão.

Como Isaías e Estêvão, há outros remidos que também gostariam de esclarecer algumas dúvidas. Há uma porção de pessoas ausentes, e eles gostariam de saber por que elas não estão lá, já que frequentavam regularmente as reuniões da igreja, inclusive os cultos de quarta-feira, davam o dízimo fielmente, eram vegetarianos, faziam muitas obras de caridade e tinham aparência de piedade. O que aconteceu com tais pessoas?

Essas e outras perguntas serão respondidas durante o Milênio (juízo Milenial), quando todas as nossas dúvidas serão sanadas, ao abrirmos os livros de registro e verificarmos que Deus foi absolutamente justo em cada caso.

Fiquem com Deus!

Pensamento sobre política

Se o Mercosul tivesse a importância da União Européia, ou existisse um presidente do Mundo, será que se o Serra fosse eleito presidente do Brasil, ele não largaria na metade o mandato dele para concorrer a esses cargos?!?

Meditação matinal 20/10/2010

20 de outubro Quarta


Saúde total


O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23

Em praticamente todos os aspectos da vida, a ordem de prioridades que as pessoas dão às suas necessidades é: primeiro as físicas, depois as mentais e, por último, as espirituais.

Se analisarmos a publicidade, por exemplo, veremos que a quase totalidade dos anúncios é dirigida ao corpo: cosméticos, roupas, remédios para emagrecer, aparelhos de barbear, maioneses, bolachas, condimentos, etc. Alguns anúncios procuram vender saúde, outros vendem beleza, conforto, menor esforço, alimentação, e assim por diante. Mas são todos dirigidos à satisfação física. Tente se lembrar de algum anúncio que apele ao intelecto e veja se consegue.

Provavelmente nenhuma qualidade é tão explorada pela publicidade como a beleza física, que é sempre associada à saúde. De mil maneiras diferentes a publicidade procura demonstrar que quem é mais bonito, se veste bem, se alimenta melhor, e se diverte muito, tem mais valor em nossa sociedade. Os próprios concursos de beleza procuram provar que a mulher perfeita é aquela que tem as medidas certas para o busto, a cintura, as pernas, os ombros. Quão diferente é o conceito bíblico de mulher virtuosa!

A beleza na mulher, e o desempenho atlético no homem são mais valorizados em nossa sociedade do que as realizações científicas. A mulher que vence um concurso de beleza é mais aclamada do que aquela que pelos seus serviços mereceu um Prêmio Nobel.

Um jogador de futebol é mais valorizado do que um professor ou um cientista, e pode ganhar mais do que o Presidente da República! Porque na lista de prioridades humanas o corpo vem sempre em primeiro lugar. O ser humano prefere aclamar as aparências, as exterioridades.

Essa realidade nos faz lembrar de um versículo bíblico: “Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16:7).

Deus vê as pessoas de outra maneira. Para Deus, o mais importante é a vida espiritual, depois a intelectual e, em terceiro lugar, a física. E se cuidarmos bem das três, nessa ordem, teremos saúde total.

Fiquem com Deus!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Campeonato Brasileiro 2010

Esse ano, tem sido o campeonato mais sem graça desde a criação dos pontos corridos. Pelo menos pra mim. E não é porque o São Paulo está mal, mas porque não tem muita polêmica nem um time muito bom que faça as pessoas encherem os olhos. Mas nessa última rodada, teve um alento. O jogo São Paulo 4x3 Santos foi um jogão a moda antiga, com os times buscando o gol o tempo todo, sem se preocupar se vão levar gol no contra ataque e nem recuando depois de marcar um golzinho (chupa Burricy Paspalho). Tomara que esse seja o novo São Paulo, sempre em busca do gol, e mesmo se perder, que perca jogando em busca do gol. Se o São Paulo tivesse essa postura no primeiro jogo contra o Inter na libertadores desse ano, a história certamente seria outra.
Que chegue ao fim o futebol de resultado e seus seguidores! Que chegue ao fim os caneludos e aos grossos que só sabem parar a jogada com faltas! Viva futebol em busca do gol!
Como diria o "sábio" Vanderburgo Luxerlei "O medo de perder, tira a vontade de vencer!"!
E tenho dito!

Meditação matinal 19/10/2010

19 de outubro Terça


Sem publicidade


Mas Jesus, sabendo disto, afastou-Se dali. Muitos O seguiram, e a todos Ele curou, advertindo-lhes, porém, que O não expusessem à publicidade. Mateus 12:15, 16

Há pessoas que fazem de tudo para aparecer e ter seus 15 minutos de fama. Querem ser notícia e aparecer nas capas de revistas e na televisão.

Jesus tinha tudo para obter notoriedade em Seu tempo: atraía as multidões com os Seus ensinos maravilhosos e operava milagres. Mas, em vez de dizer à pessoa curada que “contasse a bênção na televisão”, recomendava expressamente que não dissesse nada a ninguém.
Quando o Dr. Christiaan Barnard realizou o primeiro transplante cardíaco, em dezembro de 1967, a imprensa do mundo todo divulgou o seu feito, e ele foi entrevistado por jornais, revistas, canais de televisão, e convidado a fazer palestras em vários países. Agora imagine alguém ressuscitar um morto e dizer: “Shhhhh, não conte nada pra ninguém!” Seria possível um fato notório assim permanecer oculto?

Pois foi exatamente isto que Cristo fez: ressuscitou a filha de Jairo e ordenou expressamente às pessoas presentes “que ninguém o soubesse” (Mc 5:43). A mesma recomendação Ele fez a um surdo e gago a quem curou (Mc 7:36), a um cego (8:22-26), a vários enfermos (Mt 12:15, 16), a dois outros cegos (Mt 9:30) e a um leproso (8:4). Mas esses pedidos de Cristo se provaram infrutíferos, pois o resultado é que “quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam” (Mc 7:36).

Era por modéstia que Cristo exigia que tais segredos fossem guardados? Vejamos o caso do leproso: uma das razões por que Cristo queria que esse homem guardasse segredo sobre sua cura, é que havia muitos leprosos na região, e quando eles soubessem que Cristo tinha poder para libertá-los dessa terrível doença e, consequentemente, da impureza cerimonial e exclusão social, certamente afluiriam em massa a Ele e dificultariam Seu ministério em favor das demais pessoas, pois Cristo não queria se tornar conhecido como um mero operador de milagres. Além disso, Jesus exigia que a pessoa a ser curada demonstrasse fé, se arrependesse dos pecados, e se decidisse a fazer a vontade de Deus a partir de então. E “muitos dos leprosos não empregariam o dom da saúde de modo a torná-la uma bênção para si mesmos e para outros” (O Desejado de Todas as Nações, p. 264).

Tanto Cristo quanto a Igreja Adventista do Sétimo Dia consideram os milagres como secundários. O objetivo primordial é salvar pessoas para o reino de Deus.

Fiquem com Deus!

Meditação matinal 17/10/2010

18 de outubro Segunda


Os fracassos antecedem o sucesso


Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás! Lucas 23:18

Em 4 de julho de 1952 a nadadora americana Florence Chadwick entrou no mar, na costa da Califórnia, e começou a nadar em direção à ilha de Catalina, a 33 km de distância. Ela estava decidida a ser a primeira mulher a fazer essa travessia.

Mas, a certa altura, um denso nevoeiro desceu sobre o mar, de modo que ela não conseguia ver nem mesmo os barcos que a acompanhavam para espantar os tubarões. Após 15 horas nadando na água fria, em meio ao nevoeiro, ela gritou para sua mãe e para seu treinador: “Vou sair. Não consigo ir adiante.” Eles tentaram convencê-la a não desistir, mas ela parou e subiu para o barco.

Qual não foi a sua decepção, porém, ao perceber que estava a menos de um quilômetro da chegada. Ela disse: “Se eu tivesse visto a praia, acho que conseguiria nadar até lá.”

Dois meses mais tarde, ela tentou de novo. Desta vez foi diferente. O mesmo nevoeiro espesso desceu sobre o mar outra vez, mas ela nadou até à praia porque manteve uma imagem mental da costa enquanto nadava.

Você já fracassou em alguma coisa? Nos estudos, no vestibular, no trabalho, no casamento, ou em algum projeto de vida? Fica acordado à noite pensando em alguma palavra que não devia ter falado ou em algo que não devia ter feito? Você não está sozinho, pois os fracassos fazem parte da vida. Não só de algumas pessoas, mas de todas. Todos metem os pés pelas mãos, às vezes. Todos passam por constrangimentos.

Mas o fracasso nunca deve ter a última palavra, pois ele geralmente prepara o caminho para o sucesso. Quando Napoleão Bonaparte tinha 17 anos, julgava-se fracassado e pensava em suicidar-se. “Para onde se volvem hoje meus pensamentos?”, escreveu ele. “Para a morte... Por que deveria continuar vivendo se nada do que concerne a mim, prospera?” No entanto, galgou os degraus da fama e da fortuna. O segredo está em aprender com os fracassos e continuar insistindo. Raramente alguém é bem-sucedido logo na primeira tentativa.

Na eleição popular para decidir quem deveria ser solto, Jesus foi derrotado, pois o povo escolheu Barrabás. Em sua hora suprema, ao pedir ao Pai que, se possível, O poupasse daquele cálice amargo, não teve o Seu pedido atendido, e foi crucificado. Aquelas aparentes derrotas, porém, foram apenas o prelúdio de Sua estrondosa vitória no terceiro dia, quando ressurgiu dos mortos.

A vitória de Cristo é também a nossa. Em Sua cruz, foram cravados todos os nossos fracassos. Glória! Aleluia!

Fiquem com Deus!

sábado, 16 de outubro de 2010

Meditação matinal 17/10/2010

17 de outubro Domingo


A morte da mulher amada


Filho do homem, Eu vou lhe tirar a esposa que você tanto ama. Ela vai morrer, de repente. Apesar disso, você não vai chorar por ela em público, nem vai se lamentar ou derramar lágrimas por ela. Ezequiel 24:16, BV

No Antigo Testamento Deus provou várias vezes a fé dos Seus profetas, dando-lhes ordens aparentemente absurdas. No caso de Abraão, por exemplo, Deus mandou que ele sacrificasse Isaque, o filho da promessa. Abraão se dispôs a obedecer, e na hora “H” Deus salvou Isaque de ser imolado. A fé de Abraão fora provada sem derramamento de sangue.

Ao profeta Oseias Deus ordenou que ele se casasse com uma prostituta, e o profeta obedeceu. A Ezequiel Deus ordenou que ele não lamentasse a morte da esposa, “a delícia dos seus olhos” (24:25), a qual morreria de repente. Em todas essas ordens, que devem ter parecido incompreensíveis a princípio, havia lições espirituais que Deus queria transmitir, ou ao próprio profeta, ou ao Seu povo.
Ezequiel anunciou a mensagem do Senhor ao povo pela manhã, e na tarde daquele mesmo dia sua esposa faleceu. “A experiência de Ezequiel forçosamente ensina a lição de que o estar envolvido na obra do Senhor não significa estar isento de sofrimento e calamidade. Às vezes, parece que os mensageiros de Deus são mais ferozmente atacados do que outros, que não estão ativamente envolvidos no serviço cristão. Essas tragédias não devem ser consideradas juízos divinos. Elas são obra de Satanás. Mas quando o inimigo aflige, Deus Se deleita em transformar a aflição em bem” (SDA Bible Commentary, v. 4, p. 662).

Ezequiel seguiu à risca as instruções divinas, e embora amasse profundamente a esposa, não fez a lamentação costumeira. Sofreu calado. O povo achou isso estranho e lhe perguntou o significado daquela atitude. Por que ele não chorava nem se afligia como todo mundo? Sua conduta era considerada impiedosa.

Então Ezequiel explicou que sua mulher representava o Templo, “a delícia dos olhos” deles, o qual seria profanado, isto é, destruído pelos caldeus, e seus filhos e filhas seriam mortos. E da mesma maneira como ele não chorou em público pela esposa, eles também não deveriam lamentar publicamente a destruição do Templo. Antes, deviam chorar pelos seus pecados.

Ezequiel encenou uma parábola viva, cumprindo as ordens divinas nos mínimos detalhes, e nos deixando um exemplo de fidelidade.

Fiquem com Deus!

Meditação matinal 16/10/2010

16 de outubro Sábado


Perto do reino


Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. Marcos 12:34

Muitas vezes, os escribas e fariseus foram repreendidos por Jesus. Mas houve um escriba que Lhe atraiu a simpatia. O escriba havia perguntado a Jesus qual é o principal de todos os mandamentos. E Jesus lhe respondeu que é amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo (Mc 12:28-31).

O escriba elogiou a resposta de Jesus e a complementou dizendo que amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios. Quando o escriba disse isso, Jesus afirmou que ele não estava longe do reino de Deus.

Para Jesus, a religião se resumia em amar a Deus e ao próximo. Ou seja: a única maneira em que alguém pode provar que ama a Deus é demonstrando amor ao próximo. O escriba aceitou esse conceito e acrescentou que tal amor é melhor do que oferecer sacrifícios. Ele ecoou o que o profeta Samuel havia dito muito tempo antes: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm 15:22).

É provável que Jesus tenha olhado com amor para esse escriba e apelado a ele dizendo: “Você está perto do reino. Por que não dá mais um passo e Me aceita como o Messias, tornando-se um cidadão desse reino?”

Geralmente nos referimos ao reino de Deus como uma instituição a ser estabelecida por ocasião da volta de Jesus. Mas esse é o Reino da glória. Entretanto, Cristo Se referiu mais frequentemente ao Reino da graça, que Ele veio estabelecer aqui, e que não vem “com visível aparência” (Lc 17:20), mas é uma realidade no coração de todos os que nEle creem e se tornam filhos de Deus. Para ser cidadão desse reino é preciso amar.

A escritora Evelyn Underhill estava tendo problemas espirituais, e escreveu ao seu conselheiro espiritual, o Barão Von Huegel. Ele a aconselhou a passar menos tempo em meditação espiritual e a dedicar mais tempo às pessoas, ajudando-as em seus problemas.

Cristóvão Colombo, em uma de suas grandes viagens, viu, um dia, folhas e galhos flutuando no mar. Isto lhe deu a certeza de que ele estava perto do Novo Mundo. Estar perto do Reino de Deus é bom, mas não é suficiente. Podemos ter certeza de que o reino de Deus está em nosso coração quando tratamos os outros com amor.

Fiquem com Deus!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Meditação matinal 15/10/2010

15 de outubro Sexta


Casado com uma prostituta?


Quando, pela primeira vez, falou o Senhor por intermédio de Oseias, então, o Senhor lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor. Oseias 1:2

Conheci um homem que se casou com uma prostituta. Ele a tirou do bordel onde ela recebia os clientes e se casou legalmente com ela.

Tiveram um filho e, durante muitos anos, viveram como um casal normal. Então, parece que ela sentiu saudade da vida anterior e passou a se encontrar furtivamente com um amante. Não sei se o marido descobriu sua infidelidade.

Como igreja, normalmente aconselhamos nossos moços que se casem castos, com moças virgens, embora isto esteja se tornando cada vez mais difícil nos tempos de permissividade em que vivemos.

Agora imagine-se nos tempos do Antigo Testamento, em que o adultério era punido com a morte por apedrejamento e a prostituição era uma figura daqueles que se afastam de Jeová, entregando-se ao culto de outros deuses.

Dentro desse contexto você recebe uma revelação divina ordenando-lhe casar-se com uma prostituta. O mínimo que você faz é balançar a cabeça em atitude de perplexidade. Pois tal foi a ordem divina ao profeta Oseias: ele deveria casar-se com uma prostituta.

Essa ordem parece tão estranha, que alguns comentaristas preferem acreditar que se trate de uma alegoria. Outros pensam que a expressão “mulher de prostituições” apenas descreve a origem dessa mulher, e não necessariamente o seu caráter. O fato, porém, é que ela, depois de estar casada e com três filhos, abandonou a família e foi viver com um amante.

Oseias sofreu a dor do abandono, da rejeição e da traição. Em meio a esse sofrimento, Deus lhe diz: “Vá procurar sua mulher e volte com ela para casa. Ame-a, embora ela goste de trair você com outros homens.” A razão dessa ordem é dada no mesmo verso: “Porque o Senhor ainda ama Israel, embora os israelitas estejam adorando outros deuses e oferecendo belos presentes aos ídolos” (Os 3:1, BV).

A experiência do profeta Oseias é uma ilustração do amor divino. Por que é que Deus ama tanto Seu povo, mesmo depois de ter sido abandonado e traído? É porque o amor é o supremo atributo de Deus, e Ele não quer que ninguém pereça, “senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).

Fiquem com Deus!

Meditação matinal 14/10/2010

14 de outubro Quinta


Deus é amor


Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 1 João 4:7, 8

Todo cristão sabe que Deus é amor. E se há um verso bíblico que todos sabem de cor, este é João 3:16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira...”

É importante anunciar ao mundo que Deus existe, é o Criador de tudo, é onipotente, onipresente, onisciente, e é uma Trindade, constituída por Pai, Filho e Espírito Santo. Mas o fato de Deus ser amor supera em importância todos os Seus demais atributos, pois aqui está o coração do evangelho.

“Esta realidade distingue o Deus bíblico de todos os outros deuses”, diz o Dr. Fritz Guy. “Para nós é natural dizer que Deus é amor. Mas os antigos cananeus não diziam que Baal é amor. Os gregos não diziam que Zeus é amor. E os muçulmanos não dizem que Alá é amor. Somente o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus revelado em Jesus, o Messias, é que é amor.”

João diz que Deus é espírito (Jo 4:24), e esta declaração descreve a natureza divina como estando acima das limitações de tempo e espaço, mas nada diz sobre a possibilidade de mantermos um relacionamento saudável e feliz com esse Ser. João também diz que Deus é luz (1Jo 1:5), o que define o Seu estado de pureza e onipresença, mas isto pode trazer medo em vez de conforto. Mas quando ele diz que Deus é amor, o nosso medo é substituído pela confiança, dando-nos a certeza de que podemos lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, “porque Ele tem cuidado de [nós]” (1Pe 5:7).

A afirmação de que Deus é amor é de infinito valor para entendermos o plano da salvação, pois quando surgiu o pecado, somente um amor infinito poderia conceber um plano envolvendo a morte do Filho de Deus para salvar o homem. Em troca de um tão grande amor, Deus nos pede que O amemos sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos.

Os adventistas são conhecidos como um povo que guarda o sábado, que não come carnes imundas, mantém escolas para os filhos, prestam assistência social, têm hospitais e uma porção de outras instituições e programas. Será que, um dia, poderíamos nos tornar conhecidos como uma comunidade em que o amor fraterno é um estilo de vida?

Fiquem com Deus!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Meditação matinal 13/10/2010

13 de outubro Quarta


Virtudes infantis


Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3

Ontem, vimos algumas virtudes infantis. Mas há várias outras qualidades que se salientam nas crianças, como fé, sinceridade e franqueza. Vejam, a seguir, algumas cartas escritas por crianças ao pastor de sua igreja:

“Querido Pastor! Preciso dar graças antes de cada refeição? Mesmo quando tem rabanetes e almeirão?” – Beth, 9 anos.

“Querido Pastor! Por favor, faça uma oração pela minha professora. Ela está doente e se o senhor fizer uma oração ela ficará melhor e voltará para a classe.” – Susana, 9 anos. P.S. “Alguns meninos de minha classe disseram que eu não devia escrever esta carta.”

“Querido Pastor! Eu queria que meu pai fosse um pastor, assim ele teria de trabalhar só um dia por semana também.” – Fred, 9 anos.

“Querido Pastor! Ore por mim amanhã. Penso que vou esquecer de fazer meu trabalho de casa.” – Estevão, 10 anos.

“Querido Pastor! O senhor acha que Deus sabe meu nome? Até minha professora não sabe meu nome e eu estou em sua classe por 2 anos.” – Franklin, 10 anos.

Sem dúvida, franqueza, sinceridade e inocência são qualidades maravilhosas, que todos nós deveríamos possuir. Mas há três virtudes que tornam a criança um símbolo dos cidadãos do Reino:

1. Humildade. A criança não deseja salientar-se. Ela prefere passar despercebida. É claro que há crianças exibidas, mas isso é mais raro, e é quase sempre o resultado do tratamento inconveniente por parte dos adultos.

2. Confiança. Até certa idade, a criança pensa que seu pai sabe tudo, e que sempre está certo. Quando se torna adolescente, pensa que ele está sempre errado. Mas a criança, instintivamente, confia nas pessoas que imagina saberem das coisas. E também confia nas pessoas que não conhece, pois ainda não aprendeu a desconfiar do mundo. Essa é uma virtude que existe nas almas puras, herdeiras do Reino.

3. Dependência. O adulto é autossuficiente, enquanto a criança é totalmente dependente de outro indivíduo para sua sobrevivência. Esta é uma característica exclusiva de uma criança pequena, e foi isso que Jesus quis dizer ao afirmar que se não nos tornarmos como crianças, não entraremos no reino dos céus.

No parachoque de um caminhão estava escrito: “Deus sem você é Deus. Você sem Deus é nada.” Grande verdade. Reconheçamos nossa constante dependência dEle.

Fiquem com Deus!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Meditação matinal 12/10/2010

12 de outubro Terça


Herdeiras do reino


Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a Mim, porque dos tais é o reino dos céus. Mateus 19:14

Uma professora de religião estava tentando ensinar os Dez Mandamentos de forma prática aos seus pequenos alunos. Ela pensou que seria muito útil ler algumas ilustrações para levá-los a pensar:

“Num domingo pela manhã os pais de Betinho lhe pediram que lavasse a louça enquanto eles saíam para fazer compras. Quando eles voltaram, porém, encontraram Betinho assistindo televisão e a louça não havia sido lavada.” A uma só voz a classe respondeu qual o mandamento que ele havia quebrado: “Honra teu pai e tua mãe!”

“Muito bem”, disse a professora. “Ana foi ao supermercado com sua mãe, e quando ninguém estava olhando, ela enfiou no bolso uma barra de chocolate.” Imediatamente a classe respondeu: “Não furtarás.”

“Ótimo”, concordou a professora. “André era um menino mau e violento. Um dia ele ficou bravo com sua irmã menor, agarrou o gatinho de estimação dela e ameaçou arrancar-lhe o rabinho.” Este exemplo foi difícil. Que mandamento teria ele quebrado? A classe ficou em silêncio até que um menininho levantou o dedo e disse: “O que Deus ajuntou não o separe o homem!”

Jesus, certa vez, tomou uma criança, colocou-a no meio dos Seus discípulos e disse: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt 18:3).

Ora, se Jesus disse que os adultos precisam se tornar como crianças, seria importante descobrir que qualidades são essas que as crianças têm, e que os adultos também deverão possuir se quiserem herdar a salvação. Há muitas: a capacidade de surpreender-se, de perdoar e esquecer, mesmo quando os adultos e os pais as tratam de modo injusto, como acontece com frequência; a criança tem memória curta, isto é, não guarda ressentimentos. Ela esquece, e o faz tão completamente, que nem mesmo é necessário pedir perdão.

Outra virtude infantil é a obediência. É claro que, às vezes, a criança é desobediente. Mas, por estranho que possa parecer, seu instinto natural é o de obedecer.

Os pais devem amar e ministrar aos seus cordeirinhos as sagradas letras, que podem torná-los sábios para a salvação. Mas também podem aprender muito com eles. Amanhã veremos mais algumas virtudes infantis.

Fiquem com Deus!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meditação matinal 11/10/2010

11 de outubro Segunda


Esquecido na prateleira


Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam. João 1:11

Quem já levou “o fora” do namorado, namorada ou cônjuge, sabe o que é o sentimento de rejeição. É uma sensação ruim que dá um frio na barriga e uma dor na boca do estômago. A rejeição sempre dói, venha de onde vier, seja de familiares, amigos, colegas de trabalho, ou mesmo de estranhos.

Elisabete queria se casar com Roberto, mas os pais dela foram contra. Eles se casaram assim mesmo e, como consequência, Elisabete foi deserdada. Durante dez anos ela escreveu aos pais dizendo que os amava, mas recebeu como resposta apenas o silêncio. Um dia ela recebeu pelo correio um pacote enviado pelos pais. Ao abri-lo encontrou ali todas as suas cartas. Nenhuma havia sido aberta. A rejeição dói, e pode até matar.

Um ursinho de pelúcia foi colocado no alto de uma prateleira de uma loja de departamentos. Era um belo ursinho preto, mas tinha um defeito: numa das tiras que prendia o seu avental aos ombros faltava um botão, e o avental estava caído para um lado. E ao ficar ali, na prateleira, ele foi ficando empoeirado. Nenhum comprador parecia interessado nele.

Então uma menininha entrou na loja, viu o ursinho e se interessou por ele. O vendedor sugeriu que ela adquirisse outro, perfeito. Mas a pequena compradora insistiu naquele, empoeirado, lá em cima da prateleira. Quando o vendedor finalmente apanhou o ursinho rejeitado, a menina o abraçou e disse: “Eu adoro você, mas acho que se sentirá melhor se eu lhe tirar o pó e lhe costurar um botão novo.”

Isto é o que Cristo deseja fazer com aqueles que estão esquecidos na prateleira, empoeirados, e com alguns botões faltando. Talvez, este não seja o seu caso. Isso é maravilhoso, por um lado, mas triste por outro, pois se não passou por essa experiência, você não pode avaliar o que sentiu aquele Homem com cicatrizes de pregos nas mãos. Ele foi rejeitado por Seus irmãos e pelo povo a quem viera salvar. No entanto, a pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a pedra principal (Mt 21:42).

Quando somos rejeitados, a solução é não desistir. Em vez disso, devemos permitir que Cristo nos use para ministrar àqueles que também se sentem rejeitados. E ao ministrarmos nosso amor a esses feridos, nos sentiremos aceitos e amados.

Fiquem com Deus!

sábado, 9 de outubro de 2010

Meditação matinal 09/10/2010

9 de outubro Sábado


Confronto com o inimigo


Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze. Lucas 22:3

Em um sábado, o pastor estava pregando e os ouvintes estavam maravilhados com a mensagem, quando, de súbito, sua pregação foi interrompida por “um homem possesso de espírito imundo, o qual bradou: Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus! Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai desse homem. Então, o espírito imundo, agitando-o violentamente e bradando em alta voz, saiu dele” (Mc 1:23-26).

Há vários relatos de possessão demoníaca durante o ministério terreal de Cristo. Na verdade, “foi o tempo de maior atividade das forças do reino das trevas. [...] Satanás convocou todas as suas forças, e a cada passo combatia a obra de Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, p. 257). Talvez nesse período Deus tenha permitido a Satanás maior liberdade para demonstrar os resultados de seu poder para controlar as pessoas que voluntariamente decidiram servi-lo. Mas em todos os confrontos com os espíritos malignos Cristo saiu vitorioso.

No Monte da Transfiguração os discípulos contemplaram a glória da humanidade transfigurada à imagem de Deus, mas ao descerem do monte, alguns momentos depois, viram o outro extremo: a degradação da humanidade à semelhança de Satanás, na pessoa do jovem lunático, rangendo os dentes e espumando a boca (Mc 9:17-20).

Qual é a causa da possessão demoníaca? “Quando os homens progressivamente se separam da influência e controle do Espírito Santo, eles acabam ficando totalmente à mercê do diabo. Premidos por uma vontade mais forte do que a sua, eles não conseguem, por si próprios, escapar de seu poder maligno. Eles automaticamente pensam e agem conforme Satanás lhes ordena. Onde a Inspiração indica a causa, ela declara que a possessão demoníaca ocorre como resultado de um viver errôneo” (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 575; ver também O Desejado de Todas as Nações, p. 256).

É importante notar, porém, que a pessoa controlada por Satanás nem sempre manifesta os sintomas físicos característicos de uma desordem nervosa, tais como gritos, ranger de dentes, olhar penetrante, mutilação do corpo, convulsões semelhantes à de um ataque epiléptico, e outras. Às vezes, Satanás pode alcançar melhor seus objetivos deixando que a vítima conserve as faculdades mentais e assuma uma postura de piedade, como foi o caso de Judas.

Mas quem escolheu servir a Deus não precisa temer, pois será inexpugnável aos ataques de Satanás.

Fiquem com Deus!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Meditação matinal 07/10/2010

8 de outubro Sexta


Promessas humanas


Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o Senhor faremos. Êxodo 24:3

Conta-se que um candidato a prefeito de uma cidade do interior baseou sua campanha eleitoral em cima da escassez de leite, na cidade, e prometeu: “Se eu for eleito, prometo construir uma caixa dágua de leite aqui.”

Prometer e não cumprir é tão velho quanto a própria humanidade. Muitas vezes a promessa é feita de má fé: a pessoa promete já sabendo que não vai cumprir. Em outros casos o promitente tem a intenção de cumprir, mas não o faz por motivos alheios à sua vontade.

Há um provérbio judaico que diz: “Os bons prometem pouco e fazem muito; os maus prometem muito e fazem pouco.” Poderíamos acrescentar ainda que há também os que prometem e não fazem nada.

Deus deu abundantes evidências ao povo de Israel de que os estava guiando e de que supriria todas as suas necessidades. Eles haviam visto os milagres operados, tanto no seu êxodo do Egito, como durante a peregrinação pelo deserto. Viram abrir-se as águas do Mar Vermelho, e comeram o maná durante quarenta anos. “Quando foram tão abundantemente supridos de alimento, lembraram-se com vergonha de sua incredulidade e murmuração, e prometeram para o futuro confiar no Senhor; mas logo se esqueceram da promessa, e fracassaram na primeira prova de fé” (Patriarcas e Profetas, p. 297).

Deus sabe que muitos se apressam a prometer, mas depois não cumprem, não só as promessas feitas a outras pessoas, mas também a Ele. Por isso advertiu: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não Se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras” (Ec 5:4, 5).

Em contraste com as promessas humanas, que muitas vezes se provam falhas, temos as promessas divinas, que nunca falham. Josué afirma: “Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu” (Js 21:45). A Terra Prometida agora lhes pertencia.

Milhões de filhos de Deus “morreram na fé, sem ter obtido as promessas” (Hb 11:13). Mas precisamos continuar olhando para o alto, aguardando “a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2:13).

Ele virá sem falta, na plenitude do tempo.

Fiquem com Deus!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Kaká no São Paulo em 2011!

Segundo os sites esportivos, o Kaká pode pintar no Morumbi o ano que vem.
O que eu acho do Kaká vir pro SP no ano que vem?
KKKKKKKKKK

Meditação matinal 07/10/2010

7 de outubro Quinta


O diabo conhece a Bíblia


Então, o diabo O levou à Cidade Santa, colocou-O sobre o pináculo do templo e Lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-Te abaixo, porque está escrito: Aos Seus anjos ordenará a Teu respeito que Te guardem; e: eles Te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Mateus 4:5, 6

Quando Jesus foi batizado, Satanás ouviu muito bem a voz do céu que disse: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mt 3:17). Nessa ocasião o semblante de Cristo resplandeceu à luz do céu. Entretanto, após 40 dias de jejum, no deserto, Sua aparência havia mudado muito. Estava agora pálido, esgotado, emagrecido e mais parecia um ser humano a ponto de morrer do que o Filho de Deus. Daí a dúvida que o diabo tentou lançar na mente de Jesus, começando as duas primeiras tentações com as palavras: “Se és Filho de Deus...”

Essas tentações, na verdade, consistiam em levar Jesus a usar o Seu poder em benefício próprio. Mas Jesus havia concordado em viver como ser humano e em não usar poder não disponível a nós. Como seres humanos, temos acesso ao poder que vem do alto, não de dentro de nós. Jesus tinha acesso ao poder dentro de Si, mas não poderia utilizá-lo se quisesse salvar a humanidade. O diabo não pode nos tentar nesse aspecto, pois não temos poder próprio. Jesus tinha.

O âmago dessas tentações era o seguinte: “Será que Você confia em Deus o suficiente para esperar que Ele Lhe diga o que fazer? Ou resolverá o problema por Si próprio e agirá independentemente?” Raoul Dederen diz: “Quando você e eu somos tentados hoje, a situação é a mesma. Quando caminhamos pelas ruas da cidade, ou quando assistimos televisão, ou conversamos, lemos um livro, ou nos deitamos – qualquer que seja a forma que a tentação assuma, o ponto crucial é este: Continua Deus a ser o primeiro em minha vida? Submeto-me a Sua palavra, ou tomo as rédeas em minhas próprias mãos?”

Na segunda tentação, o diabo citou as Escrituras, mas fora de seu contexto. Para provar que o diabo havia aplicado mal as palavras do Salmo 91:11, 12, Jesus citou outro texto: Deuteronômio 6:16: “Não tentarás o Senhor, teu Deus”, cujo contexto estabelece as circunstâncias sob as quais as bênçãos de Deus devem ser solicitadas (v. 17-25). Isso significa que, além de conhecer bem as Escrituras, é preciso conhecer também a vontade de Deus.

“Cristo não venceu só porque citou as Escrituras, como alguns pensam. Ele venceu porque colocou Deus em primeiro lugar” (Raoul Dederen).

Este é o segredo da vitória.

Fiquem com Deus!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Meditação matinal 06/10/2010

6 de outubro Quarta


Ele amou até o fim


Sabendo Jesus que era chegada a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. João 13:1

Lia já havia tido seis filhos, mas Raquel continuava sem nenhum. Toda vez que ela ouvia a voz dos filhos de Lia, na tenda ao lado, ela sentia inveja, aflição e culpa. A única vez em que ela e Jacó tiveram uma rixa foi quando, em desespero, ela disse a Jacó: “Dá-me filhos, senão morrerei” (Gn 30:1).

Não poder conceber filhos era um vexame para as mulheres daquele tempo. Sara, Rebeca e Raquel, três belas mulheres, foram estéreis durante algum tempo, e foi preciso a ajuda divina para solucionar o problema. Ao exigir que Jacó lhe desse filhos, Raquel talvez estivesse querendo dizer que as orações persistentes de Jacó poderiam convencer Deus a torná-la fértil.

Mas Jacó não aceitou essa insinuação e respondeu com raiva: “Acaso, estou eu em lugar de Deus que ao teu ventre impediu frutificar?” (v. 2). Com o tempo, porém, Deus atendeu ao clamor de Raquel e ela deu à luz a José. Então os muitos anos em que ela esperou esse filho lhe pareceram como poucos dias, como foram os anos em que Jacó esperou por Raquel. A maternidade a fez esquecer rapidamente todos os desgostos e decepções pelos quais havia passado.

Após vinte anos de trabalho em Harã, Jacó voltou a sua terra natal com as duas esposas e servas e todos os filhos que haviam tido. Um dia, no caminho de Betel para Belém, Raquel teve um parto difícil. O filho se salvou, mas ela não. Com o coração quebrantado, Jacó olhou pela última vez para aquele belo rosto pelo qual se apaixonara. Raquel havia sido a mulher da sua vida, e Jacó a amou até que a morte os separou.

Agora, seu amor por Raquel foi transferido para o filho José, a quem amava mais do que aos outros. Um dia, porém, os outros filhos chegaram em casa com uma notícia trágica: José havia sido morto por um animal.

Mais lágrimas. Jacó já havia bebido o suficiente do cálice da amargura. Mas Deus lhe reservava ainda uma alegria. Vinte e dois anos se passaram. E então ele recebeu uma notícia maravilhosa: José estava vivo! Jacó quase desmaiou. Era bom demais para crer. Mas desta vez os filhos estavam falando a verdade. Jacó foi para o Egito, abraçou o filho querido e lá viveu por dezessete anos. Sua vida, cheia de altos e baixos, de alegrias e tristezas, de beijos e lágrimas, terminou em paz.

Jacó amou Raquel até o fim. E isto nos lembra que Jesus, “tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim”.

Fiquem com Deus,

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eleições 2010 II - A revanche

Eu anulei todos meus votos no primeiro turno, mas não quero correr o risco do Sr. Burns ganhar e depois ele privatizar até o ar que respiramos.
A última vez que votei no PSDB, foi na reeleição do FHC, ao qual, me arrependo amargamente, pois o Brasil sofreu uma recessão do caramba nesses quatro anos, tanto é, que ele não conseguiu eleger um sucessor. Os funcionários públicos, em sua maioria, ficaram 8 anos sem aumento por causa desse crápula. A Caixa e o BB além de ficarem esse tempo todo sem aumento, teve limado o direito trabalhistas dos novos empregados contratados a partir de 98. Direitos que ainda hoje não conseguiram recuperar totalmente. Hoje, no BB e na CEF (principalmente) existem pessoas que fazem a mesma coisa e ganham diferente, chegando ao dobro ou mais, do rendimento do pré-98.
E outra, foi com eles, que aumentou exponencialmente, o trabalho sem carteira assinada e o trabalho terceirizado, e isso foi um duro golpe nos trabalhadores que se vêem obrigados a aceitar as migalhas de um trabalho terceirizado para não deixar a família passar necessidade.

Digo-vos NÃO!!!!! PSDB no more!!!! (cadê o gif da Wanda?!?!?  :lol: )