segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Meditação matinal 19/10/2010

19 de outubro Terça


Sem publicidade


Mas Jesus, sabendo disto, afastou-Se dali. Muitos O seguiram, e a todos Ele curou, advertindo-lhes, porém, que O não expusessem à publicidade. Mateus 12:15, 16

Há pessoas que fazem de tudo para aparecer e ter seus 15 minutos de fama. Querem ser notícia e aparecer nas capas de revistas e na televisão.

Jesus tinha tudo para obter notoriedade em Seu tempo: atraía as multidões com os Seus ensinos maravilhosos e operava milagres. Mas, em vez de dizer à pessoa curada que “contasse a bênção na televisão”, recomendava expressamente que não dissesse nada a ninguém.
Quando o Dr. Christiaan Barnard realizou o primeiro transplante cardíaco, em dezembro de 1967, a imprensa do mundo todo divulgou o seu feito, e ele foi entrevistado por jornais, revistas, canais de televisão, e convidado a fazer palestras em vários países. Agora imagine alguém ressuscitar um morto e dizer: “Shhhhh, não conte nada pra ninguém!” Seria possível um fato notório assim permanecer oculto?

Pois foi exatamente isto que Cristo fez: ressuscitou a filha de Jairo e ordenou expressamente às pessoas presentes “que ninguém o soubesse” (Mc 5:43). A mesma recomendação Ele fez a um surdo e gago a quem curou (Mc 7:36), a um cego (8:22-26), a vários enfermos (Mt 12:15, 16), a dois outros cegos (Mt 9:30) e a um leproso (8:4). Mas esses pedidos de Cristo se provaram infrutíferos, pois o resultado é que “quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam” (Mc 7:36).

Era por modéstia que Cristo exigia que tais segredos fossem guardados? Vejamos o caso do leproso: uma das razões por que Cristo queria que esse homem guardasse segredo sobre sua cura, é que havia muitos leprosos na região, e quando eles soubessem que Cristo tinha poder para libertá-los dessa terrível doença e, consequentemente, da impureza cerimonial e exclusão social, certamente afluiriam em massa a Ele e dificultariam Seu ministério em favor das demais pessoas, pois Cristo não queria se tornar conhecido como um mero operador de milagres. Além disso, Jesus exigia que a pessoa a ser curada demonstrasse fé, se arrependesse dos pecados, e se decidisse a fazer a vontade de Deus a partir de então. E “muitos dos leprosos não empregariam o dom da saúde de modo a torná-la uma bênção para si mesmos e para outros” (O Desejado de Todas as Nações, p. 264).

Tanto Cristo quanto a Igreja Adventista do Sétimo Dia consideram os milagres como secundários. O objetivo primordial é salvar pessoas para o reino de Deus.

Fiquem com Deus!

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